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 O Hino do Mundo - Parte I dos fragmentos da história do mundo

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Banto, o Artista
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MensagemAssunto: O Hino do Mundo - Parte I dos fragmentos da história do mundo   Sex Nov 09, 2012 6:07 am

O Hino do Mundo

Fragmentos encontrados: Parte I

Acidrik Gutsplitter


"Não há nada aqui". Por décadas, isso era a única coisa que se podia ouvir no recanto do universo citado nesse livro. Mas você também sentiu, venerado leitor, não sentiu? É claro que escutou, caso contrário não estaria lendo essas linhas... Oh! Leitor imprudente, você pode adivinhar, você até mesmo já sabe: A história começou!
Um novo mundo está prestes a desabrochar diante de nossos olhos! Mas tenha cuidado: estamos falando sobre um nascimento muito especial! Aqueles que estão esperando uma leitura melosa, do tipo que contamos às crianças boazinhas na hora de dormir, podem fechar este livro agora. Não há fadas madrinhas, fogos de artifício, arqueiros bonitões vestidos em roupas de couro apertadas e, com certeza, não teremos paladinos nobres viciados em testosterona[1]... opa! Eu me empolguei de novo...

As páginas a seguir descrevem a gênese[2] de um mundo que logo será jogado na mais completa escuridão.

Dilacerado por guerras sangrentas. Jogado às feras! À massa enfurecida! Aos bárbaros! Essa é a história de um mundo que obtinha sua magnificência de meia dúzia de ovos: os mesmos ovos que jogaram o mundo no caos.

Mas deixe-me apresentar primeiro, caro leitor: sou Acidrik Gutsplitter, graduado em adivinhação e auspícios[3]. Deixando mais claro: eu posso interpretar o passado e o futuro observando as entranhas de qualquer ser vivo que já andou na superfície desse mundo. Posso seguir presságios na cabeça de uma abelha (desde que ela seja de Amakna), assim como ler tripas de porcos, mas somente se eles tiverem classificação de três estrelas. Nas páginas a seguir, você encontrará tudo que eu vi sobre a criação do mundo. Você vai falar casualmente com deuses e deusas, você poderá andar pelos campos de batalha... E tantas coisa mais! Querido leitor, você logo entenderá que o mundo descrito nessas linhas pode ser tudo, menos equilibrado.

Prólogo

"Para começar essa história, você deve saber que um único deus não seria o suficiente para criar um mundo. Mas, o mundo do qual estamos falando deve muito a Osamodas, um deus taciturno[4] que prefere estar na companhia de animais do que de outros deuses. Algumas pessoas dizem até que ele é especializado na invocação de animais para lhe fazer companhia... o que é bem agradável para seus seguidores. Os discípulos de Osamodas podem convocar os mais belos representantes da vida selvagem em Amakna: desde o Tofu, uma criatura com cara de cisne e de penas amarelas, até o Gobball, um herbívoro gracioso com um casaco branco de lã, sem mencionar o Prespic, uma criatura gorda cujas picadas podem fazer até o mais duro dos homens chorar".

"Durante uma de suas caminhadas solitárias, Osamodas se deparou cara a cara com um estranho sinal. Desse encontro, e graças aos dragões do deus, um novo mundo nasceu".
"Não há nada aqui". Escrito em letras flamejantes em um sinal prateado, essas palavras piscavam uma após a outra. Elas pareciam estar flutuando no meio do nada. Lançadas como muitas outras pelo vazio do espaço sideral, uma estrela fria e triste girava ao redor do sinal, ler o sinal era a única coisa que você podia fazer por lá. Desde, é claro, que você fosse um deus e seu nome fosse Osamodas.


Osamodas deu uma pausa na longa caminhada e olhou para o vazio sideral em que agora se encontrava. Era tão diferente de todos os outros que ele já conhecia. Você não esbarra em um vazio tão puro e sem fronteiras todos os dias... nem em seu círculo ou na cabeça do deus Iop - Osamodas riu de sua própria piadinha. Aos seus olhos, o deus Iop era o mais temido, o mais impetuoso e o ser vivo mais durão do universo.

Era um fato bem conhecido que Iop - que fazia malabarismos com corações ainda palpitantes no café da manhã e podia quebrar a espinha dorsal[5] de um dragão tão facilmente quanto nós podemos quebrar um graveto - podia fazer os dentes bem afiados de Osamodas rangerem... era verdade que Iop tinha um senso de humor muito peculiar. Há alguns milênios, eles seguiram seus caminhos após dizerem estas palavras:
"Diga-me Osamodas... É verdade que seu corpo divino está nu sob esses farrapos?".
Na verdade, Osamodas e seus discípulos se vestiam com tecidos genuínos feito da pele de seus inimigos... Não havia nada de engraçado nisso, pelo menos não aos olhos do deus. Enquanto pensava nisso, ele suspirou pesadamente.

Então, era um vácuo sideral de primeira classe, um que só era encontrado uma única vez, em uma existência cósmica que estava se espalhando bem sob os olhos de Osamodas. O vácuo. Um sinal. Uma estrela estava girando ao redor do sinal, em um recanto do universo que ele nem tinha ideia que existia.

Não surpreendente: ele teve que andar bastante tempo para se esquecer do humor do deus Iop. Como de costume, ele partiu sozinho, acompanhado de seus três dragões. Mas, dessa vez, ele podia sentir uma felicidade fora do comum ao seu redor e de suas feras. Ele pensou que era um sinal de eventos inesquecíveis que estavam por vir. E ele estava certo!

Helioboros, seu dragão branco, e Ouronigride, o dragão negro, estavam os dois bem exuberantes.
Eles estavam perseguindo um ao outro. E essa visão podia ser bem assustadora para aqueles que não estão acostumados. Spiritia, um dragão colorido, ficou sobre seu ombro, assobiando uma música muito conhecida entre os dragões coloridos. Se os arredores não estivessem tão sombrios e deprimentes (e tão favoráveis a um jogo de esconde-esconde), a visão de Osamodas e suas criaturas poderia ser festiva.

Contemplativo, Osamodas se inclinou na direção do sinal e, cuidadosamente, inspecionou as letras flamejantes coloridas. Ele estava esperando que fragmentos do futuro que ele tinha acabado de ver se cristalizassem no presente. A pedra redonda gira ao seu redor.

De repente, Ouronigride, o preto, fechou sua mandíbula e uma luz sombria se espalhou pelo espaço. A crista brilhante que adornava a cauda de Helioboros conseguiu escapar dos seus dentes... E, mesmo assim, fios brancos estavam pulsando na boca do dragão negro. Ele deu uma risadinha. Seu único olho, meio fechado com um tom de maldade, de repente se abriu: Helioboros, furioso, estava atacando Ouronigride para machucar seu flanco[6] esquerdo! para evitar o ataque, ele pulou - surpreendendo a si mesmo por dar um salto mortal que o salvou - e, em seguida, ele girou enquanto rosnava. Um relâmpago imaculado[7] que saltava do nariz de Helioboros aqueceu as costelas de Ouronigride... Tinha passado perto! Enquanto o dragão branco estava prestes a avançar sobre Ouronigride novamente, este voou por sobre Osamodas.

O dragão negro começou a contornar a pedra ao pé de seu mestre, seguido de perto por Helioboros. Os dois dragões agora estavam formando círculos mais fechados, contraindo seus corpos, espaço e tempo. O primeiro tentou despistar o outro. Eles estavam indo a uma velocidade de tirar o fôlego. A pedra estava ficando vermelha e um sibilar[8] surgiu dela, à medida que ela ficava mais quente. Agora, ela tinha se transformado em um magma claro e quente. A crosta fervente tinha um buraco e um sibilar estridente emanou dela...

Naquele mesmo momento, Osamodas olhou para Spiritia e o dragão colorido entendeu imediatamente. Ele voou até a pedra e se enrolou nela para protegê-la. Uma deflagração de luz e sombra espalhou-se pelo universo. Centelhas[9] estão ziguezagueando lentamente em direção à superfície da pedra, como jatos de luz. A pedra redonda sibila suavemente agora e continua a assobiar notas melodiosas, sete no total.

Corpúsculos[10] brancos nascidos da raça dos dragões estão gentilmente girando ao redor da pedra, irradiando cores do arco-íris. Sol, Lua, estrelas estão nascendo.

Osamodas arqueia uma sobrancelha.
Um novo mundo tinha nascido.
Ele pôde ouvir os outros deuses correndo para ver isso...
A paz estava terminada...
Ele suspirou pesadamente mais uma vez.

====================X====================

Vocabulário:
1- Testosterona: hormônio masculino.
2 - Gênese: formação dos seres, desde uma origem.
3 - Auspício: presságio.
4 - Taciturno: triste
5 - Dorsal: do dorso, das costas
6 - Flanco: região abdominal lateral
7 - Imaculado: puro, inocente
8 - Sibilar: produzir som agudo, assobiar
9 - Centelha: partícula luminosa que sai dum corpo incandescente, fagulha
10 - Corpúsculo: corpo pequeníssimo

Créditos:
Aperfeiçoamento de termos gramaticais - by me.
Correção de tradução - by me.
Vocabulário - by me.
Texto original - by Ankama.

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Frase do dia: "já transformei vários perdedores em vencedores... perdendo pra eles..."
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